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e choveu

Ontem, pela primeira vez, vi a verdadeira chuva de monções em Gurgaon. Choveu, choveu e choveu. O céu ficou plúmbeo às 3 horas da tarde, uma umidade tremenda e depois muita água, muita água mesmo. Fiquei admirada vendo o dilúvio pela janela.

Saímos de carro e vimos o caos em que se transforma a cidade. Formam-se verdadeiras lagoas nas ruas, o trânsito pára (o de São Paulo é fichinha perto disso aqui), os carros ficam ilhados, assim como um pequeno burrico que vimos, “preso” na calçada porque não conseguia atravessar a grande poça que se formou em volta dele.

Ela vem como uma bênção, a chuva. Num clima tão seco, passei o último mês olhando todos os dias a previsão do tempo para ver se tinha esperança das monções enfim chegarem (esse ano estão bastante atrasadas, o que gera um monte de problemas para o país). Mas parece que agora elas vieram para ficar!

Adeus poeira, viva a lama. Benditas sejam as monções.

poucos tinhas guarda-chuvas ontem

poucos tinham guarda-chuvas ontem

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il ritorno

loja de chás em Delhi

loja de chás em Delhi

Depois de um mês e pouquinho fora, estou de volta a Gurgaon – a tempo de impedir que o Luís se converta ao sikhismo, coloque um turbante e nunca mais corte a barba nem o cabelo (vejam o texto anterior a esse, com o título  dramático).

Ir e voltar à Índia dá muito o que pensar. Depois de passar por aqui, parece que passamos a prestar atenção a coisas nunca antes percebidas. Como disse a vários amigos na passagem pelo Brasil, se o tempo aqui não valer para outra coisa, ele certamente vale para colocar a cabeça para funcionar. A cabeça não para, aqui e fora daqui. Não faz 24 horas que cheguei e deveria estar capotada por causa do fuso-horário, mas não. Estou “ligada”, ainda que não tenha saído de casa, parece que a cabeça gira de novo a mil por hora. Mesmo os sonhos são frenéticos, os mais loucos que já tive.

Ao pegar o avião no aeroporto de Paris já somos lembrados de como tudo é diferente por aqui. Os olhares, a forma de caminhar, as malas, o jeito de comer. Quando o avião pousa em Delhi, o trânsito na pista de pouso já relembra o que acontece nas ruas: caos, engarrafamento, freiadas bruscas. A Índia não lhe deixa ficar indiferente.

Logo vem o golpe do calor, 38 graus às 23h00. Hoje estou feliz da vida com uma rápida pancada de chuva, que cai de lado, bem fininha, e chegou empurrada por um vento forte e  abafado. Mas foi ligeira e já parou. Estou curiosa para ver as monções.

Foi difícil voltar, como eu pensava mesmo que seria. Mas estou pegando fôlego para enfrentar a nova etapa dessa empreitada indiana. E escrever aqui, é sempre um jeito de sentir vocês próximos, queridos amigos/leitores.

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