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tudo que você queria saber

sobre um “baba” indiano, mas não tinha coragem de perguntar.

Os babas, sadhus ou homem santos são aqueles tipos esquisitos que muitas vezes aparecem como a imagem estereótipo da índia. Eles têm a barba comprida, o cabelo também, podem estar cobertos de cinzas, alguns passam anos com um dos braços levantado, outros andam com facas e espetos enfiados na pele ou se sentam sobre camas de pregos.

Esses seres misteriosos se reuniram esse ano para um grande festival religioso hindu, o Kumbh Mela, que acontece às margens do rio Ganges na cidade de Haridwar. O encontro acontece a cada doze anos e parece que tem a ver o néctar sagrado que caiu de um pote em lugares diferentes da terra, quando era disputado por deuses e demônios. Mas confesso não saber muito mais sobre a história…

Um dos nossos  mais recentes visitantes, porém, o Philippe, veio para a Índia com o projeto de perguntar coisas aos babas no Kumbh Mela e ver o que os caras têm a dizer. Qualquer pessoa pode enviar sua questão, desde a mais existencial até as coisas concretas, como o aquecimento global ou a relação dos babas com o mundo da internet. Os vídeos e espaço para perguntas aos homens santos estão no site “o baba responde“.

Este vídeo é uma das respostas de um guru que o Philippe entrevistou:

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um ano (e pouco) de shiva em gurgaon

Caros leitores, o Shiva em Gurgaon passou seu primeiro ano de vida em branco, pois anda abandonado há algum tempo. O primeiro ano de Índia do Luís (para mim, só em janeiro) se completou quando estávamos no Brasil, matando as saudades dos que estão muito distantes.

Mas a temporada indiana recomeçou, e agora chegam novamente os visitantes queridos, para alegrar os nossos dias na bucólica Gurgaon (citação de um grande viajante, Cacá).

Para recomeçar os trabalhos do segundo (e último, por agora) ano neste subcontinente, fizemos uma segunda visita à cidade de Varanasi: um dos lugares em que a Índia é mais Índia. Quando estive lá pela primeira vez fiquei impressionada, mas não imaginei que voltaria.

Mas tudo aqui é uma surpresa, e como meu irmão mais novo Daniel veio nos visitar (sozinho, num ato de bravura), concluímos que era hora de voltar ao Ganges, ao lugar sagrado dos hindus, para onde as pessoas vão a fim de morrer em paz.

E assim chegamos quase ao fim de 2009, um ano diferente de todos os outros nas nossas vidas. Um ano de muitos deslocamentos (como prevíamos no fim de 2008), de grandes novos encontros, de muito aprendizado e de uma massagem cerebral profunda. A cabeça não parou de chacoalhar, essa é a conclusão.

Obrigada a todos os caríssimos leitores que acompanharam nossas curtas histórias a partir dessa página. De novo, repito, essa é a nossa forma de estar mais perto de vocês. Todos os melhores pensamentos para 2010. Até breve.

nascer do sol no rio ganges

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