il ritorno

loja de chás em Delhi

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Depois de um mês e pouquinho fora, estou de volta a Gurgaon – a tempo de impedir que o Luís se converta ao sikhismo, coloque um turbante e nunca mais corte a barba nem o cabelo (vejam o texto anterior a esse, com o título  dramático).

Ir e voltar à Índia dá muito o que pensar. Depois de passar por aqui, parece que passamos a prestar atenção a coisas nunca antes percebidas. Como disse a vários amigos na passagem pelo Brasil, se o tempo aqui não valer para outra coisa, ele certamente vale para colocar a cabeça para funcionar. A cabeça não para, aqui e fora daqui. Não faz 24 horas que cheguei e deveria estar capotada por causa do fuso-horário, mas não. Estou “ligada”, ainda que não tenha saído de casa, parece que a cabeça gira de novo a mil por hora. Mesmo os sonhos são frenéticos, os mais loucos que já tive.

Ao pegar o avião no aeroporto de Paris já somos lembrados de como tudo é diferente por aqui. Os olhares, a forma de caminhar, as malas, o jeito de comer. Quando o avião pousa em Delhi, o trânsito na pista de pouso já relembra o que acontece nas ruas: caos, engarrafamento, freiadas bruscas. A Índia não lhe deixa ficar indiferente.

Logo vem o golpe do calor, 38 graus às 23h00. Hoje estou feliz da vida com uma rápida pancada de chuva, que cai de lado, bem fininha, e chegou empurrada por um vento forte e  abafado. Mas foi ligeira e já parou. Estou curiosa para ver as monções.

Foi difícil voltar, como eu pensava mesmo que seria. Mas estou pegando fôlego para enfrentar a nova etapa dessa empreitada indiana. E escrever aqui, é sempre um jeito de sentir vocês próximos, queridos amigos/leitores.

4 Comentários

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4 Respostas para “il ritorno

  1. Malê

    Fico feliz que tenha chegado bem… logo, você e o Luís estarão no Brasil para passear… e, nós, continuaremos aqui na nossa rotina de caos paulistano… cheios de saudades!!!!
    Beijos sempre saudosos!!!
    Com amor.

  2. raquel simões

    Julia e Luis,
    Ficar na Índia 24 h por dia muitas vezes deve ser bem difícil, mas daí leio o texto do Luis sobre o Templo do Punjab, fico pensando que lugares como esses fazem valer a pena estar aí.
    Beijos
    Raquel

  3. Elica

    Oi Ju e Luis,
    Concordo com a Raquel Simões (saudades de você, Raquel!), deve ser mesmo difícil viver na Índia. Mas ao ler o post do Luis sobre o Golden Temple, fiquei com vontade de estar lá, dormir no templo e viver essa experiência também.
    Ju, escreva mais. 🙂
    beijos,
    Elica

  4. liliana

    Julia querida;
    Tão gostoso ler seus artigos sobre a India, com eles viajo um pouquinho nesse pais tão especial.
    bjks e espero ver-te no final do ano
    Liliana

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