mandi

 

a chegada

a chegada

A pequena Kesroli, onde fomos com meu pai há alguns dias, e com minha mãe a Marina em outubro, fica na região de Alwar, no Rajastão. Esta localidade é um dos principais centros de produção de canola (rapeseed) do norte da Índia.

Na última viagem com meu pai e Julia (já relatada neste blogue) encontramos a região em pleno ritmo de colheita. Diferente do Brasil, aqui este é um trabalho que ainda tem enorme presença humana em todas as etapas, desde a colheita até a comercialização do grão.

Sabendo disso, convenci meus companheiros de viagem a fazer uma exploração no mercado local (em hindi, mandi), onde provavelmente poderíamos ver um movimento intenso e interessante de pessoas e mercadorias.

Saindo da estrada, iniciamos nossa aventura tentando chegar ao mercado com nosso pobre vocabulário hindi, de não mais de uma dúzia de palavras.

E ao chegar lá, descobri com meus próprios olhos o que todo mundo me relatava e que eu tentava mas era difícil imaginar. A forma de manuseio e comercialização da canola é muito bonita e um mundo totalmente distinto daquele que estamos acostumados na comercialização de grãos do cerrado brasileiro.

Melhor do que as minhas palavras, são as fotos que tiramos de todo o processo.

 

primeira etapa da colheita: as mulheres cortam manualmente as ramas da canola

primeira etapa da colheita: as mulheres cortam manualmente as ramas da canola

segunda etapa: máquina acoplada ao trator, usada para separar o grão da vagem

segunda etapa: máquina acoplada ao trator, usada para separar o grão da vagem

em vez de caminhões com 40 tonelas, a canola chega ensacada na carroceria de pequenos tratores

em vez de caminhões com 40 tonelas, a canola chega ao mercado ensacada na carroceria de pequenos tratores

a descarga manual dos tratores

a descarga manual dos tratores

a pré-limpeza dos grãos é feita manualmente, em lugar das grandes peneiras vibratórias dos silos brasileiros

a pré-limpeza dos grãos é feita manualmente, em lugar das grandes peneiras vibratórias dos silos brasileiros

muita gente envolvida no processo de padronização dos grãos

muita gente envolvida no processo de padronização dos grãos

homens do mandi

homens do mandi

o limpador de canola

o limpador de canola

Como vocês podem perceber, cada pequena viagem que fazemos aqui na Índia rende várias historias

texto: Luis Barbieri , fotos: Luis Barbieri e Julia Bussius

3 Comentários

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3 Respostas para “mandi

  1. Marcio Castelloes

    Obrigado Luis pela narrativa e pelas fotos. Qto as peneiras vibratorias senti uma certa ironia…. por que sera ?
    Abracos !

  2. Thalles Kespers Rezende

    Acredito que seja incálculável o enriquecimento com tais viagens e análise de tais processos. Não acompanho a história do sr. Luís Barbieri e gostaria de saber qual a proposta de trabalho em cima do conhecimento adquirido. Se há intenção de fundar alguma agrovila ou comunidade baseada em princípios e modos estudados. Grato desde já pela atenção e pela experiência compartilhada.

  3. Estava presente na visita, sou o pai do Luis, e todo o processo transmite muita força e respeito pela vida, por se tratar de alimento vital para a economia e a sobrevivência da região. As fotos transmitem esta sensação, além de uma alegria com o trabalho.

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